quarta-feira, 24 de julho de 2013

34º ENECOM a todo vapor, confira o que aconteceu nos primeiros dias

O tempo passou mais depressa que eu pudesse conta-lo! É essa a impressão fica na mente de cada estudante que veio para Piauí nessa última semana e está participando do 34º Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação Social – ENECOM. Até agora, foram 5 dias intensos de muitos debates, oficinas, minicursos, atividades de incentivo à arte cultura e de socialização e construção coletiva do conhecimento a cerca da educação e comunicação.




                                                                                                  DIA 1

No primeiro dia do ENECOM (20), o Painel de Abertura apresentou, em perspectiva mais ampla, uma análise da conjuntura social e da comunicação, delimitando a compreensão de que os fenômenos comunicativos não estão isolados do conjunto dos demais fenômenos sociais, pelo contrário, são parte deles. Nesse sentido, o debate circulou a sociedade, formação do comunicador social, as relações de opressões e o papel da ENECOS na construção de uma comunicação e de uma universidade verdadeiramente democráticas. 





DIA 2


No segundo dia do ENECOM o tema debatido foi UNIVERSIDADE: DO QUE SE TRATA?  O Painel partiu de uma contextualização do papel social da universidade e as reforma na educação. O Professor Geraldo da Carvalho, Mestre em Educação, apresentou os resultados de uma pesquisa realizada por ele que sacramenta, com dados e justificativas, a consolidação de um processo de privatização da educação, através das reformas aplicadas pelo governo federal.



  
Em seguida, o Professor Paulo Rezende, da Universidade Federal de Pernambuco, abordou a cultura do “produtivismo” acadêmico imposta nas universidades, que distancia cada vez mais o saber científico dos anseios reais da população. Por fim, a Professora Maria Gorete Sousa, coordenadora da Escola Nacional Florestan Fernandes – MA, esclareceu alguns pontos acerca da concepção do modelo de ensino, métodos e conquistas históricas da educação popular, apontado uma perspectiva diante do atual modelo de educação.


Da direita pra esquerda: Geraldo Carvalho, Maria Gorete e Paulo Rezende


Na parte da tarde e noite, os debates continuaram com os Minicursos e os Grupos de Estudo e Trabalho. A ideia de aliar a técnica ao debate crítico é um objetivo que a ENECOS alimenta e difunde há muito tempo em seus fóruns. Os minicursos, são mais que espaços de apreensão de técnicas comunicacionais, são espaços de debates e compreensão da função social de cada elemento abordado. Os Grupos de Estudo e Trabalho, que são os organismos vivos da Executiva, debateram sobre a aplicação das campanhas, ações e atividades que os estudantes de comunicação do Brasil devem desenvolver após o ENECOM. 





DIA 3

A segunda-feira (22) foi o dia de trocar experiências, socializar conhecimentos e contribuir, ainda que de modo muito reduzido, com os grupos sociais e comunidades periféricas de Teresina. Nos núcleos de vivência, os estudantes saíram da Universidade e foram conhecer, de perto, a realidade de milhares de homens e mulheres que sofrem diariamente com as desigualdades sociais, a falta de emprego, a más condições de moradia, saúde, transporte, educação etc. 

Associação Brasileira de Documentaristas

Núcleo de Intervenção Urbana - Ruas de Teresina


Ao todo, foram 14 núcleos de vivência espalhados por toda a cidade, da zona leste à zona norte, da zona sul a zona rural. À noite, no espaço de socialização das vivências, os estudantes apresentaram o que de mais importante foi extraído desse espaço e quais relações podem ser estabelecidas para ajudar essas pessoas, etc. 


DIA 4


O quarto dia do ENECOM começou logo cedo trazendo, junto ao sol escaldante de Teresina, um debate profundo a cerca da formação e, em consequência disso, da profissão do comunicador social. O tema do painel, “Somos Todos Comunicação Social”, é parte de uma ampla campanha, desenvolvida pela ENECOS, que se coloca na defesa de um currículo que garanta uma formação mais crítica e socialmente referenciada do comunicador. 

Painel 2, "Somos Todos Comunicação Social"


A professora e doutoranda, Cristina Charão, de Porto Alegre, apresentou as perspectivas do ensino e as Novas Diretrizes das habilitações em comunicação no Brasil. Para ela, a proposta das Novas Diretriz do Jornalismo, por exemplo, trás como maior malefício a separação do Jornalismo da grande área da comunicação social, tornando-o um curso específico, assim como foi feito com Cinema e como se planeja fazer com Relações Públicas e Publicidade. Para ela, essa proposta se baseia em um pensamento corporativista, que reduz a importância da interdisciplinaridade e da construção de um conhecimento amplo da comunicação. 

Cristina Charão, doutoranda pela Universidade Federal de Porto Alegre
 
Essas propostas de reformulação das Diretrizes, para Romulo Maia, vêm a serviço da potencialização da desvalorização profissional do jornalista, da consolidação dos “fazedores” de textos em detrimento da exclusão do jornalista crítico. Além disso, ele abordou a importância da integração dos veículos universitários para uma formação ampla e com liberdade de produção, possibilitando o surgimento de novos formatos, novas mídias e novos modelos de comunicação. 

Rômulo Maia, Jornalista e "coisador" do blog PiseiChão

Em resposta a isso, a ENECOS articula nacionalmente os estudantes para dizer que esses projetos não nos representa. João Victor, Coordenador Nacional da ENECOS, apresentou o posicionamento política da executiva frente a isso a campanha que está prevista para ser desenvolvida no proximo semestre, a "Campanha Fiscali-se se estágio", cujo objetivo é desenvolver uma plataforma politica nacional pela melhoria da qualidade dos estágios em comunicação. 



Toda essa discussão foi retomada à tarde, no espaço “Mostre o seu que eu mostro o meu”, ou MOSQUEMOM. Esse espaço foi separado entre as quase 10 habilitações distintas em comunicação presentes no ENECOM e, a partir disso, debatido as grades curriculares e quais as mudanças necessárias para melhora-las. 

Todas as noites foram enceradas com atividades culturais e artísticas, que potencializou e valorizou a cultura regional e as produções locias de arte e cultura. 

Grupo Iêjexa - Música e dança afro

DIA 5

Em continuidade às atividades realizadas no 34º Encontro Nacional de Estudantes de Comunicação Social – ENECOM -, na Universidade Federal do Piauí, aconteceu na manhã desta quinta (25) uma palestra na qual foi discutida a Democratização da Comunicação (Democom), tema atualmente debatido pelos (as) estudantes e profissionais da área, visando a melhor distribuição das plataformas midiáticas do país.

 Venício Lima, Luan Matheus e Rose Vidal (respectivamente)

O painel foi dividido em três perfis – “Por que a democratização da comunicação tem tudo a ver com você?”, “Construindo outras vozes” e “Das redes às ruas: a internet e mobilização social da juventude” – e apresentado, respectivamente, pelo professor pós-doutor, jornalista e sociólogo Venício Lima (UnB), pela professora doutora e jornalista Rose Vidal (UFES) e pelo jornalista e militante da Enecos e ANEL, Luan Matheus.

Após a apresentação dos perfis, os encontristas foram divididos em brigadas para tratarem com maior profundidade sobre o tema anteriormente apresentado e em seguida levarem para as demais brigadas a conclusão da discussão. 

Brigadas reunidas para discutir o que foi apresentado pelos painelistas

 O espaço teve reinicio as 09h30 da manhã e se estendeu até o meio dia.

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Fique atent@ a tudo que acontece no processo de construção do seu ENECOM PI 2013, que acontecerá durante os dias 20 a 27 de julho, em Teresina, na Universidade Federal do Piauí (Campus Petrônio Portela).